Victor Hugo - Os Miseráveis

Здесь есть возможность читать онлайн «Victor Hugo - Os Miseráveis» — ознакомительный отрывок электронной книги совершенно бесплатно, а после прочтения отрывка купить полную версию. В некоторых случаях можно слушать аудио, скачать через торрент в формате fb2 и присутствует краткое содержание. Жанр: unrecognised, на португальском языке. Описание произведения, (предисловие) а так же отзывы посетителей доступны на портале библиотеки ЛибКат.

Os Miseráveis: краткое содержание, описание и аннотация

Предлагаем к чтению аннотацию, описание, краткое содержание или предисловие (зависит от того, что написал сам автор книги «Os Miseráveis»). Если вы не нашли необходимую информацию о книге — напишите в комментариях, мы постараемся отыскать её.

Os Miseráveis é um romance de Victor Hugo publicado em 1862 que deu origem a muitas adaptações, no cinema e muitas outras mídias. Neste romance emblemático da literatura francesa que descreve a vida das pessoas pobres em Paris e na França provincial do século XIX, o autor se concentra mais particularmente no destino do condenado Jean Valjean.
O romance expõe a filosofia política de Hugo, retratando a desigualdade social e a miséria decorrente, e, por outro lado, o empreendedorismo e o trabalho desempenhando uma função benéfica para o indivíduo e para a sociedade. Retrata também o conflito na relação com o Estado, seja pela ação arbitrária do policial ou pela atitude do revolucionário obcecado pela justiça.

Os Miseráveis — читать онлайн ознакомительный отрывок

Ниже представлен текст книги, разбитый по страницам. Система сохранения места последней прочитанной страницы, позволяет с удобством читать онлайн бесплатно книгу «Os Miseráveis», без необходимости каждый раз заново искать на чём Вы остановились. Поставьте закладку, и сможете в любой момент перейти на страницу, на которой закончили чтение.

Тёмная тема
Сбросить

Интервал:

Закладка:

Сделать

«Ser santo é uma exceção; a regra é ser justo. Errai, caí, pecai, mas sede justos».

«Pecar o menos possível é o dever do homem, não pecar nunca é o sonho do anjo. Tudo o que é terrestre está sujeito ao pecado. O pecado é uma gravitação».

Quando via o tumultuoso alarido e a precipitada indignação de muitos, dizia, sorrindo:

— Basta ver a azáfama com que a hipocrisia se apressa a protestar e a pôr-se a salvo, para se conhecer que o fogo também lhe andou por casa!

Indulgente para com as mulheres e para com os pobres, sobre quem recai sempre o anátema da sociedade, costumava dizer:

— As faltas das mulheres, das crianças, dos servos, dos fracos, dos indigentes e dos ignorantes, são as faltas dos maridos, dos pais, dos amos, dos fortes, dos ricos e dos sábios

E continuava:

— Aos ignorantes, ensinai-lhes o mais que puderdes; a sociedade é a única culpada por não ministrar a instrução gratuita e torna-se responsável pelas trevas que produz. O pecado comete-se no meio da escuridão que envolve as almas. O culpado não é o que peca, mas sim de quem produziu a sombra.

Como se vê, o prelado professava um singular e particular sistema de encarar as coisas, que desconfio tivesse aprendido no Evangelho.

Certa noite, numa reunião em que ele se encontrava, contou-se a história de um processo há pouco instaurado e que em breve ia entrar em julgamento. Levado pelo seu extremoso afeto a uma mulher que lhe dera um filho, certo desgraçado ao ver-se sem recursos, fabricou moeda falsa. Nessa época, o fabrico de moeda falsa era punido com pena de morte. A mulher fora presa na ocasião em que passava a primeira moeda fabricada por ele. Conservaram-na presa, mas não tendo provas contra ela, começaram a acusar o amante. Era ela a única pessoa que o podia perder, denunciando-o, mas não o fez, negando sempre. Nova insistência. A mesma negativa. O procurador teve então uma ideia. Disse-lhe que o amante lhe era infiel, e por meio de alguns fragmentos de cartas astuciosamente forjadas, persuadiu a infeliz de que o seu cúmplice a atraiçoava. Então num acesso de ciúme, ela denunciara o amante e confessara tudo. O homem estava perdido. Contava-se a história do infeliz, o qual em breve ia ser julgado em Aix com a sua cúmplice. Todos louvavam a admirável sagacidade do magistrado, que, pondo em ação o ciúme, fizera do ódio irromper a verdade e da vingança a justiça. O bispo escutara a narração em silêncio e depois de terminada, perguntou:

— Por quem vão ser julgados esse homem e essa mulher?

— Pelo tribunal.

— E quem julgará o procurador?

Um dia, deu-se em Digne um trágico acontecimento. Um homem foi condenado à morte por crime de homicídio. Era um desgraçado não inteiramente destituído de instrução e que antes de ser preso exercia o duplo mister de saltimbanco e escritor público. O seu processo prendeu a atenção de toda a cidade. Na véspera do dia fixado para a execução do criminoso, o capelão da cadeia adoeceu repentinamente. Era preciso um sacerdote que assistisse ao paciente nos seus últimos momentos, e recorreu-se ao pároco, o qual se recusou, dizendo:

— Isso não é comigo, nada tenho que fazer com condenados, não é esse o meu lugar... e de resto também estou doente.

Depois de lhe contarem a resposta do pároco, o bispo respondeu:

— O pároco tem razão, não é ele que compete ir, mas sim eu.

E, dizendo isto, dirigiu-se imediatamente à cadeia, entrou na cela do saltimbanco, chamou-o pelo nome, estendeu-lhe a mão e conversou com ele, passou o dia a seu lado, sem se lembrar de comer nem de dormir, orando a Deus pela alma do condenado e pedindo a este que intercedesse pela dela. Disse-lhe as melhores verdades, que são as mais simples. Foi pai, irmão, amigo, bispo somente para o abençoar. Ensinou-lhe tudo, tranquilizando-o e consolando-o. Aquele homem ia morrer desesperado. A morte era para ele um abismo, a cujo limiar chegara forçado e à vista do qual recuava horrorizado e trémulo. Não era tão ignorante que se tornasse completamente indiferente, mas o violento abalo da sua condenação como que abrira algumas fendas, nesse véu chamado a vida, que nos separa do mistério das coisas. Até à chegada do bispo, por essas fatais aberturas, só via trevas; veio o bispo e apontou-lhe a claridade.

Quando, no dia seguinte, o vieram buscar para o conduzir ao cadafalso, o bispo, que não o tinha abandonado, acompanhou-o ao lugar do suplício, por entre os olhares da multidão, que o contemplava admirada, por vê-lo com o seu manto roxo e a cruz episcopal ao peito, ao lado do infeliz, com as mãos amarradas atrás das costas.

Tão prostrado e angustiado na véspera, o rosto do condenado mostrava-se agora iluminado por um resplandecente clarão de alegria. Reconciliado com a sua alma, entregava-se confiadamente a Deus. No momento em que o carrasco se preparava para descarregar o golpe fatal, o bispo abraçou-o pela última vez, dizendo-lhe:

— Meu filho, o que morre para satisfação da justiça dos homens, ressuscita em Deus; o que se vê repelido por seus irmãos, encontra abertos os braços do pai! Orai, crede, entrai na vida celeste, que Deus lá vos espera!

Quando desceu as escadas do cadafalso, o seu olhar fulgurava com uma estranha luz, que impunha respeito à multidão e a obrigava a dar-lhe passagem. Não sabemos qual das coisas era mais digna de admiração, se a sua palidez, se a sua serenidade. Ao entrar na sua modesta habitação, a que ele chamava, sorrindo, o seu palácio, disse à irmã:

— Acabei agora mesmo de celebrar pontificalmente.

Como quase sempre as coisas mais sublimes são também as menos compreendidas, não faltou na cidade quem, comentando o proceder do bispo, dissesse:

— Isso não passa de afetação !

Mas esta apreciação não saiu dos salões. O povo, pouco propenso a deitar malícia nas ações santas, admirava-o e mostrava-se comovido.

No que respeita ao bispo, a vista da guilhotina causou-lhe um abalo profundo, de que durante muito tempo não lhe foi possível restabelecer-se.

O aspeto do cadafalso, com efeito, quando se ergue tem qualquer coisa de alucinante. Pode mostrar-se indiferença em relação à pena de morte; podemos hesitar, não nos pronunciarmos claramente, enquanto com os nossos próprios olhos não vemos uma guilhotina, mas, desde que a vimos, o abalo que nos causa é tão violento que temos de nos decidir ou pró ou contra. Admiram-na uns como Maistre, outro detestam-na como Becaria. A guilhotina é a expressão concentrada da lei; chama-se vingança, não é neutral nem nos permite sê-lo. Quem a vê sente percorrer-lhe no corpo o mais misterioso estremecimento. Em volta desse cutelo surgem todas as questões sociais como um ponto de interrogação. O cadafalso é uma visão, não é um madeiramento, uma máquina, um mecanismo inerte feito de pau, ferro e cordas. É uma espécie de ente dotado de não sei que sinistra iniciativa. Dir-se-ia que essa mola de madeira vê, que essa máquina ouve, que esse mecanismo compreende, que esse ferro e essas cordas têm uma vontade. A vista de um cadafalso faz embrenhar o espírito em sombrias cogitações, do meio das quais surge terrível e como que circundado dos espectros das suas vitimas. O cadafalso é o cúmplice do carrasco, nutre-se de carne e sangue humano. É uma espécie de monstro fabricado pelo juiz e pelo carpinteiro, um espectro que parece viver a horrorosa existência composta de todas as mortes que tem dado.

A impressão que semelhante vista causou no espírito do bispo foi tão profunda e horrível, que no dia seguinte e ainda daí por muitos dias, o bondoso prelado parecia visivelmente oprimido. A serenidade quase violenta do momento fúnebre havia desaparecido para dar lugar ao fantasma da justiça social que o perseguia e obcecava. Ele, que habitualmente voltava de todos os atos que ia desempenhar com tão radiante satisfação, agora quase parecia exprobar-se do que tinha feito. Às vezes punha-se a falar sozinho, balbuciando lúgubres monólogos. Eis um que a irmã, uma noite, ouviu e conservou de memória:

Читать дальше
Тёмная тема
Сбросить

Интервал:

Закладка:

Сделать

Похожие книги на «Os Miseráveis»

Представляем Вашему вниманию похожие книги на «Os Miseráveis» списком для выбора. Мы отобрали схожую по названию и смыслу литературу в надежде предоставить читателям больше вариантов отыскать новые, интересные, ещё непрочитанные произведения.


Отзывы о книге «Os Miseráveis»

Обсуждение, отзывы о книге «Os Miseráveis» и просто собственные мнения читателей. Оставьте ваши комментарии, напишите, что Вы думаете о произведении, его смысле или главных героях. Укажите что конкретно понравилось, а что нет, и почему Вы так считаете.

x