Victor Hugo - Os Miseráveis

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Os Miseráveis é um romance de Victor Hugo publicado em 1862 que deu origem a muitas adaptações, no cinema e muitas outras mídias. Neste romance emblemático da literatura francesa que descreve a vida das pessoas pobres em Paris e na França provincial do século XIX, o autor se concentra mais particularmente no destino do condenado Jean Valjean.
O romance expõe a filosofia política de Hugo, retratando a desigualdade social e a miséria decorrente, e, por outro lado, o empreendedorismo e o trabalho desempenhando uma função benéfica para o indivíduo e para a sociedade. Retrata também o conflito na relação com o Estado, seja pela ação arbitrária do policial ou pela atitude do revolucionário obcecado pela justiça.

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Fosse como fosse, decorridos nove anos de episcopado e de residência em Digne, todos esses mexericos, que nos primeiros tempos são o objeto constante das conversas entre o povo das terras pequenas, caíram em tão profundo esquecimento, que já ninguém ousava repeti-los, nem sequer recordar-se deles.

O reverendo Myriel veio para Digne acompanhado de sua irmã Baptistina, mais nova do que ele dez anos e uma criada da mesma idade da irmã, chamada Magloire, a qual passara a exercer as duplas funções de criada grave da senhora e dispenseira do novo bispo.

Alta, magra, pálida, delicada e afável, Baptistina, embora se não pudesse chamar o tipo da mulher veneranda, porque para isso era necessário que fosse mãe, realizava, todavia, a mais completa expressão da palavra respeitável. Nunca fora bonita, mas a sua existência, que se resumia numa longa série de obras de caridade, revestira-se, por fim, de uma espécie de alvura luminosa que lhe dava, depois de velha, aquilo a que poderemos chamar a beleza da bondade. O que na sua mocidade fora magreza, tornou-se na velhice em transparência, através da qual, como de um véu, se entrevia um anjo. Era em si mesma mais que uma virgem, era uma alma. O seu vulto parecia feito de sombra; apenas o corpo necessário para determinar o sexo; era pequena porção de matéria contendo uma chama celeste; olhos grandes e sempre fitos no chão, um pretexto para uma alma andar na terra.

Magloire era uma velhinha baixa e muito gorda, sempre atarefada, sempre arquejante, não só por efeito da sua muita atividade, mas em consequência dos seus padecimentos asmáticos.

Apenas chegou a Digne, o novo prelado tomou posse do palácio episcopal, com todas as honras concedidas pelos decretos imperiais, que classificam o bispo imediatamente após o marechal de campo. O maire e o presidente foram logo cumprimentá-lo, e ele, por sua vez, fez o mesmo ao general e ao prefeito.

Depois de ver o novo prelado estabelecido no governo espiritual da diocese, a cidade esperou pelos seus atos.

II — O abade Myriel torna-se Monsenhor Bemvindo

O paço episcopal de Digne estava situado junto do hospital, era um vasto edifício de pedra de cantaria, mandado construir no princípio do século passado por Monsenhor Henrique Puget, doutor em teologia pela faculdade de Paris, abade de Simore e bispo de Digne em 1712.

Este edifício era um verdadeiro domicílio senhorial, em que tudo respirava grandeza; os aposentos particulares do bispo, os salões, os quartos, o amplo pátio de recreio com o seu claustro em volta, segundo a antiga moda florentina e as magníficas árvores do jardim.

Na sala de jantar, uma extensa e sumptuosa galeria no rés do chão, cujas janelas davam para os jardins, tivera lugar o solene banquete oferecido pelo bispo Puget em 29 de julho de 1714, ao arcebispo príncipe de Embrun, Carlos Brulaít de Genlis, António de Mesgrigny, capuchinho, bispo de Grasse, Filipe de Vendome, grão-prior de França, abade de Santo Honorato de Lérins, Francisco de Berton de Grillon, bispo-barão de Vence, César de Sabran de Forcalquier, bispo e senhor de Glandeve e a Jean Soanen, da congregação do oratório, pregador ordinário do rei e bispo e senhor de Senez.

A sala achava-se decorada com os retratos destes sete reverendos personagens e em cima de uma mesa de mármore branco via-se gravada em letras de ouro a memorável data de 29 de julho de 1714.

O hospital era um pequeno edifício de um só andar, com um jardinzinho.

Três dias depois da sua chegada, o bispo foi visitar o hospital. Terminada a visita, pediu ao diretor que o acompanhasse ao paço.

— Senhor diretor — perguntou-lhe — quantos doentes tem a seu cargo?

— Vinte e seis, Monsenhor.

— Foi os que contei — disse o bispo.

— As camas estão muito apertadas e juntas.

— Também reparei nisso.

— As enfermarias são muito pequenas e têm falta de arejamento.

— Também me pareceu.

— E o jardim mal chega para os convalescentes passearem quando está bom tempo.

— Assim é, com efeito.

— Em ocasiões de epidemias, como este ano, em que houve muitos casos de tifo, não sabemos como acomodar os doentes.

— Também me ocorreu isso.

— Mas, senhor bispo, não podemos fazer outra coisa senão resignarmo-nos — concluiu o diretor.

Esta conversa desenrolava-se na sala de jantar ou galeria do andar térreo.

Após um momento de silêncio, o bispo voltou-se de repente para o diretor e perguntou-lhe:

— Quantas camas lhe parece que poderão caber nesta sala?

— Na sala de jantar de V. Ex.ª?! — exclamou o diretor, estupefacto.

Entretanto, o bispo correu a vista pela sala, como quem mede e calcula as distâncias e disse como que falando consigo próprio:

— Podem aqui caber vinte camas à vontade! — E em seguida acrescentou, elevando a voz: — Senhor diretor, é evidente que há aqui um grande erro. O senhor tem vinte e seis pessoas em cinco ou seis quartos pequenos. Nós aqui somos três e temos lugar para sessenta. Repito que há erro! O senhor ocupa a minha casa e eu vou ocupar a sua. Façamos, pois, a troca.

No dia seguinte, os vinte e seis pobres que naquela ocasião estavam doentes, eram transportados para o paço episcopal e o bispo mudava a sua residência para o hospital.

Myriel não possuía bens de fortuna, pois a revolução arruinara completamente a sua família. A irmã tinha uma pensão vitalícia de quinhentos francos, a qual, enquanto Myriel fora pároco, bastava às suas despesas pessoais, e ele, como bispo, recebia do Estado uma dotação de quinze mil francos. No mesmo dia em que fixou a sua residência na casa que era dantes o hospital, determinou duma vez para sempre o emprego desta quantia, escrito pelo seu próprio punho da seguinte maneira:

Distribuição das despesas da minha casa:

Para o seminário: 1500 francos

Congregação da missão: 100 francos

Para os lazaristas de Montdidier: 100 francos

Seminário das missões estrangeiras em Paris: 200 francos

Congregação do Espírito Santo: 150 francos

Estabelecimentos religiosos da Terra Santa: 100 francos

Sociedades de caridade maternal: 300 francos

Para a de Aries: 50 francos

Para melhoramentos das prisões: 400 francos

Para socorro e livramento de presos: 500 francos

Para livramento de pais de famílias presos por dívidas: 1000 francos

Gratificações aos mestres pobres da diocese: 2000 francos

Para socorro dos pobres dos Altos-Alpes: 100 francos

Congregação das irmãs de Digne, de Manosque e de Sisteron, para o ensino gratuito das raparigas indigentes: 1500 francos

Para os pobres: 6000 francos

Para a minha despesa pessoal: 1000 francos

Total: 15000 francos

Durante todo o tempo do seu episcopado, o virtuoso prelado não fez a menor alteração nestas disposições, a que ele, como se viu, dava o nome de distribuição das despesas da minha casa.

Baptistina aceitou com a mais completa submissão a vontade do irmão. Para a virtuosa senhora, Myriel era não só seu irmão, mas seu bispo, seu amigo segundo a natureza, seu superior segundo a igreja. Amava-o e venerava-o inteira e simplesmente. Obedecia, quando ele ordenava e aderia às suas menores vontades sem fazer a mais leve observação. A criada Magloire é que não Se conformou inteiramente com semelhante distribuição, por ver que o bispo reservava para si mil francos, os quais, reunidos à pensão de Baptistina, perfaziam a soma de mil e quinhentos francos anuais, único rendimento com que os três tinham de viver.

E não só viviam, com efeito, como até quando algum pároco de aldeia vinha à cidade, o bispo ainda achava modo de hospedá-lo, graças à severa economia de Magloire e à inteligente administração de Baptistina.

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