Victor Hugo - Os Miseráveis

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Os Miseráveis é um romance de Victor Hugo publicado em 1862 que deu origem a muitas adaptações, no cinema e muitas outras mídias. Neste romance emblemático da literatura francesa que descreve a vida das pessoas pobres em Paris e na França provincial do século XIX, o autor se concentra mais particularmente no destino do condenado Jean Valjean.
O romance expõe a filosofia política de Hugo, retratando a desigualdade social e a miséria decorrente, e, por outro lado, o empreendedorismo e o trabalho desempenhando uma função benéfica para o indivíduo e para a sociedade. Retrata também o conflito na relação com o Estado, seja pela ação arbitrária do policial ou pela atitude do revolucionário obcecado pela justiça.

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O canteiro, que era dividido em quatro alegretes, ocupava a atenção do bispo, tanto como os seus livros. Sempre que podia, passava ali uma ou duas horas, cortando, sachando, mondando e lançando à terra novas sementes. Menos hostil com os insetos do que seria para desejar num jardineiro, o bispo também não tinha aspirações a botânico; desconhecia os grupos e as famílias, não se lembrando sequer de decidir entre Tournefort e o método natural, nem de tomar partido pelos utrículos contra os cotyledonios ou por Jussieu contra Limeu. Não estudava as plantas, amava as flores. Respeitava muito os sábios, respeitava ainda mais os ignorantes e, sem nunca deixar de respeitar uns e outros, no verão regava todas as tardes os seus alegretes com um regador de lata pintado de verde.

Em toda a casa não havia uma só porta fechada à chave. A porta da sala de jantar que dava saída para o largo da catedral, fora, em tempos, guarnecida de fechaduras e ferrolhos, como se fosse a porta de uma prisão. O bispo mandou tirar todas as fechaduras e daí em diante quer fosse noite, quer dia, a porta apenas ficava segura por um simples fecho. Quem quisesse abrir a porta, podia fazê-lo a qualquer hora.

Nos primeiros tempos, isto afligia as duas mulheres, mas o bispo dizia-lhes:

— Se quiserem mandem pôr ferrolhos nos vossos quartos.

Desde então, elas principiaram a participar da confiança do bispo ou, pelo menos, a mostrar que participavam. Apenas Magloire sentia, de tempos a tempos, renascer-lhe os receios. No que respeita ao prelado, podem dar-nos a explicação ou, pelo menos, indicação do seu pensamento, as seguintes linhas escritas por ele na margem de uma folha da Bíblia: «Eis a diferença: a porta do médico nunca deve estar fechada e a porta do sacerdote deve estar sempre aberta.»

Noutro livro intitulado Filosofia da ciência médica escrevera ele esta nota: «Tão médico sou eu como eles. Eles têm os seus enfermos, aos quais chamam doentes; eu tenho esses e os meus, a quem chamo desgraçados».

Noutra parte lia-se ainda: «Não pergunteis nunca o nome de quem vos pedir pousada Aquele que necessita de ocultar o seu nome, é quem mais carece de asilo».

Uma ocasião, um respeitável pároco, não sabemos bem se o de Couloubroux, se o de Pompierry, perguntou-lhe, talvez instigado por Magloire, se estava certo de não cometer, até certo ponto, uma imprudência, deixando de noite a porta aberta, à mercê de quem quisesse entrar, e se, finalmente, não receava consequências desagradáveis numa casa tão mal guardada.

O bispo, com serena gravidade, pôs-lhe a mão no ombro e disse-lhe:

Nisi Dominus custodierit domum, in vanum vigilante qui custodiunt earn.

Dizendo isto, mudou logo de assunto.

O sacerdote, costumava ele dizer, tem tanta bravura como o militar. Com a diferença, acrescentava, que a nossa deve ser mais pacífica.

VII—Gravatte, o salteador

Vem a propósito aqui um facto que não devemos omitir, por ser um dos que melhor dão a conhecer o caráter do virtuoso bispo de Digne.

Depois de destroçada a quadrilha de Gaspar Bés, terrível bandido que infestara as gargantas de Olialles, refugiara-se na montanha com mais alguns salteadores que conseguiram escapar à justiça, um dos seus lugares-tenentes, chamado Gravatte. Conservando-se algum tempo oculto no condado de Nice, Gravatte entrou no Piemonte e, quando menos era esperado, reapareceu em França, do lado de Bercelonette, sendo visto primeiro em Jausiers e depois em Tuiles. Oculto nas cavernas de Joug-de-l’Aigle, fazia frequentes incursões nos lugares e aldeias dos arredores, descendo pelos barrancos de Ubaye e do Ubayette.

Uma noite, chegou mesmo a entrar em Embrun, onde penetrou na catedral, roubando todos os objetos que se encontravam na sacristia. Os seus repetidos assaltos traziam a terra em contínuo e terrível sobressalto. Destacou-se um corpo de gendarmeria para o perseguir, mas foi trabalho baldado. Escapava-se sempre e até algumas vezes resistia às forças mandadas em sua perseguição.

No meio deste terror, chegou o bispo, que andava a fazer as suas visitas pelo distrito de Chastelar. O maire foi ao seu encontro e pretendeu convencê-lo de quanto seria prudente voltar para trás, pois Gravatte ocupava a montanha até para além do Arche. Tornava-se perigoso atravessá-la, mesmo com uma escolta, porque seria expor inutilmente a vida de três ou quatro pobres soldados.

— Por isso mesmo tenciono ir sem escolta — disse o bispo.

— Pois Monsenhor intenta semelhante coisa?! — exclamou o maire.

— De tal modo que recuso a companhia dos soldados e daqui a uma hora pôr-me-ei a caminho.

— Pois teima em partir?

— Porque não?

— Sozinho?

— Sim.

— Isso é uma temeridade, senhor bispo.

— Há três anos — replicou o bispo — que não visito o pequeno e humilde lugarejo da montanha, cujos habitantes e bons pastores, são todos meus amigos. A sua riqueza é uma cabra de cada rebanho de trinta que guardam; a sua indústria, é fazer bonitos cordões de lã de diversas cores e o seu divertimento, tocar árias montanhesas em flautins de seis buracos. Precisam de ouvir a palavra de Deus de tempos a tempos. Que haviam de dizer de um bispo medroso? Que diriam se eu lá não fosse?

— Mas, Monsenhor, e os salteadores?

— É verdade, tem razão. Se os encontrasse... Olhe que também devem ter necessidade de ouvir falar em Deus!

— É uma grande quadrilha! Um rebanho de lobos!

— Pois talvez seja desse rebanho, senhor maire , que Jesus queira que eu seja pastor. Quem sabe os desígnios da Providência?

— Podem roubá-lo, senhor bispo.

— Não tenho nada.

— Podem assassiná-lo!

— Ora! Com que fim fariam eles mal a um pobre sacerdote que vai a passar, ocupado unicamente em rezar as suas orações?

— Valha-me Deus! Que sucederá se os encontrar?

— Pedir-lhes-ei esmola para os meus pobres.

— Em nome do céu, Monsenhor, não exponha a sua vida!

— Pois é esse o seu temor, senhor maire! — atalhou o bispo. — Eu não ando no mundo para guardar a minha vida, mas sim para guardar as almas!

Ninguém o pôde fazer mudar de resolução. Apesar de todas as súplicas, partiu acompanhado apenas por um rapaz que se prestou a servir-lhe de guia.

A sua obstinada resistência deu muito que falar, deixando os ânimos sobressaltados em extremo. Desta vez não quis que a irmã nem Magloire o acompanhassem.

Atravessou a montanha montado numa mula e chegou são e salvo até aos pastores seus amigos sem ter tido o menor encontro desagradável. Demorou-se quinze dias no meio deles, pregando, ensinando, moralizando, administrando os sacramentos.

Quando estava prestes a retirar-se, resolveu cantar pontificalmente um Te-Deum e comunicou a sua intenção ao cura. Mas surgiram graves dificuldades, pois não havia as insígnias episcopais que era mister. A modesta igreja paroquial apenas podia pôr à disposição do bispo alguns deteriorados paramentos de damasco, guarnecidos de galões falsos.

— Isso não será obstáculo, senhor cura — disse o bispo. — Anuncie na missa o nosso Te-Deum, que o mais sempre se há de arranjar.

Procuraram-se paramentos em todas as igrejas dos arredores e reunidas as magnificências das humildes paróquias, mal chegavam para revestir convenientemente um chantre da catedral.

Achavam-se as coisas nestes apuros, quando à porta da residência paroquial chegaram dois cavaleiros desconhecidos que, depois de fazerem entrega de uma grande caixa de que eram portadores, tornaram a partir imediatamente. Aberta a caixa, viu-se que continha uma dalmática carregada de ouro, uma mitra guarnecida de diamantes, uma cruz arquiepiscopal, um báculo magnífico, todos os paramentos pontificais roubados um mês antes da sacristia de Nossa Senhora de Embrun. No fundo da caixa estava um papel em que se liam estas palavras: Oferta de Gravatte a Monsenhor Bemvindo.

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