Фернандо Пессоа - Livro do Desassossego

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Quem vós éreis, senhor, ficou entre as sereias, no esquecimento lunar dos mares mortos. Ouviu as canções da doença das águas, que não chegam à lua senão por desejo, e desfolhou, uma a uma, as rosas no jardim do palácio do conseguimento interrompido. O som de violões de haver melhores coisas afastou a atenção dos seus ouvidos das palavras imperiais entre rumores.

A vossa mão deixou a mão de quem interrompeu porque foi preciso ir mais a perto da lonjura trazida por suspiros. O lago entre árvores era como um sonho de água no meio de arvoredos de ilhas, e o desejo? Era como uma hora de luar parado ao acontecimento nuvem, o céu incerto e a passagem de pajens

APÊNDICE 6.

... E baixada a ponte levadiça, para que entre, quando chegue para entrar.

APÊNDICE 7.

O homem magro sorriu desleixadamente. Olhou-me com uma desconfiança que não era malévola. Depois sorriu novamente, mas com tristeza. Baixou depois outra vez os olhos sobre o prato. Continuou jantando em silêncio e absorção.

APÊNDICE 8.

(Cópia de uma carta para Pretória)

5/6/1914

Eu tenho passado bem de saúde e o espírito tem estado curiosamente menos maldisposto. Ainda assim uma vaga inquietação anda a torturar-me, uma coisa a que eu não posso chamar senão uma comichão intelectual, como se eu fosse ter bexigas na alma. É só nesta linguagem absurda que eu lhe posso descrever o que sinto. Tudo isto, porém, não se aparenta propriamente com aqueles estados tristes de espírito, de que às vezes lhe falo, e em que a tristeza é caraterizadamente uma tristeza sem causa. Este meu estado de alma atual tem uma causa. Em torno de mim está-se tudo afastando e desmoronando. Não emprego estes dois verbos no sentido entristecedor. Quero apenas dizer que na gente com quem lido se estão dando, ou se vão dar, mudanças, acabares de períodos de vida, e que tudo isto — como a um velho que vê morrerem no seu redor os seus companheiros de infância, a sua morte parece próxima — me sugere não sei de que misteriosa maneira, que a minha deve, vai, mudar também. Repare que eu não creio que esta mudança vá ser para pior; creio o contrário. Mas é uma mudança, e para mim mudar, passar de uma coisa para ser outra, é uma morte parcial; morre qualquer coisa de nós, e a tristeza do que morre e do que passa não pode deixar de nos roçar pela alma.

Veja: amanhã vai para — não a, mas para — Paris o meu maior e mais íntimo amigo. A tia Anica (veja a carta dela) não é improvável que vá breve para a Suíça com a filha, casada então. Vai para a Galiza, para lá estar bastante tempo, um outro rapaz muito meu amigo. Passa a viver no Porto um outro rapaz que é, depois do primeiro que lhe citei, o meu amigo mais próximo. Assim, no meu redor humano, tudo se organiza (ou se desorganiza) de modo a ir-me, não sei se isolando, não sei se chamando para um novo caminho que não vejo. Mesmo a circunstância de eu ir publicar um livro vem alterar a minha vida. Perco uma coisa — o ser inédito. E assim mudar para melhor, porque mudar é mau, é sempre mudar para pior. E perder um defeito, ou uma deficiência, ou uma negação, sempre é perder. Imagine a Mamã como não viverá, de dolorosas sensações quotidianas, uma criatura que sente desta maneira!

Que serei eu daqui a dez anos — de aqui a cinco anos, mesmo? Os meus amigos dizem-me que eu serei um dos maiores poetas contemporâneos — dizem-no vendo o que eu tenho já feito, não o que poderei fazer (senão eu não citava o que eles dizem...). Mas sei eu ao certo o que isso, mesmo que se realize, significa? Sei eu a que isso sabe? Talvez a glória saiba a morte e a inutilidade, e o triunfo cheire a podridão.

APÊNDICE 9.

Mais "pensamentos"

Dia de Natal. Humanismo. A "realidade" do Natal é subjetiva. Sim, no meu ser. A emoção, como veio, passou. Mas um momento convivi com as esperanças e as emoções de gerações inúmeras, com as imaginações mortas de toda uma linhagem morta de místicos. Natal em mim!

Sociologia — a inutilidade das teorias e práticas políticas.

A crueldade da dor — gozar o sofrer, por gozar a própria personalidade consubstanciada com a dor. O último refúgio sincero da ânsia de viver e da sede de gozar;

****

Amores Cruéis

Serás quem eu quiser. Farei de ti um ornamento da minha emoção, posta onde quero, e como quero, dentro de mim. Contigo não tens nada. Não és ninguém, porque não és consciente; apenas vives.

Qu'est il de frère en toi et ceux qui veulent vivre?

O meu espírito está com como os clássicos fazem, e com que os decadentes dizem.

APÊNDICE 10.

Amores com a chinesa de uma chávena de porcelana

Razões:

Os nossos amores decorriam tranquilos, como ela queria, nas duas dimensões do espaço apenas.

APÊNDICE 11.

A Sociedade em que eu vivo

Toda de sonho. Os meus amigos sonhados. As suas famílias, hábitos, profissões e…

APÊNDICE 12.

Há uma técnica do sonho, como as há das diversas realidades, desde a...

APÊNDICE 13.

Sensações nascem analisadas.

Requinte entre a sensação e a consciência dela, não entre a sensação e o "facto".

Regra de vida: submeter-se a tudo socialmente.

O casamento bom porque artificial. — O artifício e o absurdo é o sinal do humano.

APÊNDICE 14.

Um outro tédio, ou o mesmo, mais baço, mais connosco, mais todo a sós connosco, mais E connosco.

Pasmei com todo o corpo.

APÊNDICE 15.

Súbdito incoerente de todas as sensações que ferem para além da razão de ser da ferida, cioso de todos os direitos do absurdo e do…

APÊNDICE 16.

Como uma criança que pára de correr, arrastando um bater alto de pés breves, e respirando curto...

APÊNDICE 17.

G. Junqueiro? Tenho uma grande indiferença pela obra dele. Já o vi... Nunca pude admirar um poeta que me foi possível ver.

APÊNDICE 18.

Sou curioso de todos, ávido de tudo, voraz da ideia de todas. Pesa-me como a perda de a noção que tudo não pode ser visto, nem tudo lido, nem tudo pensado...

Mas não vejo atentamente’, nem leio com importância, nem penso com prosseguimento. Em tudo sou um diletante intenso e fruste.

A minha alma é fraca de mais para ter sequer a força do seu próprio entusiasmo. Sou feito das ruínas do inacabado e é uma paisagem de desistências a que definiria o meu ser.

Divago, se me concentro; tudo em mim é decorativo e incerto, como um espetáculo na bruma.

Esta tendência carnal para converter todo pensamento em expressão, ou antes, pensar como expressão todo pensamento; de ver toda a emoção em cor e forma, e até toda negação em ritmo,

Escrevo com uma grande intensidade de expressão; o que sinto nem sei o que é. Sou metade sonâmbulo e a outra parte nada.

A mulher que sou quando me conheço.

O ópio dos crepúsculos régios e a maravilha deitada às escuras, à mão que se desenrosca dos farrapos.

Às vezes é tão grande, tão rápida, tão abundante a fluência concentrada de imagens e de frases certas que se me desenrola no espírito desatento, que raivo, estorço-me, choro de ter que as perder — porque as perco. Cada uma teve o seu momento e não pode ser lembrada fora dele. E fica-me, como a um amoroso a saudade de um rosto amável entrevisto e não fixado, a memória do meu ser como de mortos, o debruçar-me sobre o abismo de um passado rápido de imagens e ideias, figuras mortas da bruma de que elas mesmas se formaram.

Fluido, ausente, inessencial, perco-me de mim como se me afogasse em nada; sou transato e esta palavra, que fala e pára, diz, tem, tudo.

O ritmo da palavra, a imagem que evoca, e o seu sentido como ideia, juntos necessariamente em qualquer palavra, são para mim juntos com separação.

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