Jayne falava incrivelmente rápido, e alto, de uma maneira que podia dar dor de cabeça em qualquer pessoa após cinco minutos de conversa.
“Ele não é lenhador”, Emily sussurrou, sentindo-se envergonhada. Como havia se esquecido do quão impertinente Jayne podia ser? Como pensou que era uma boa ideia convidar sua amiga para a pousada, se fazer isso poderia significar que seu namoro passaria por esse escrutínio? Ela não queria assustar Daniel; já havia se saído muito bem sozinha deixando escapar ontem que o amava.
“Mas, amiga”, Jayne acrescentou, “ele é muito gostoso. Percebe isso, certo? Quero dizer, sei que seu gosto ficou meio maluco nos últimos meses, mas ainda pode reconhecer um cara lindo quando está na sua frente, não é?”
“Sim”, Emily sussurrou, revirando os olhos. “Por favor, não aja de maneira estranha com ele. Ainda está no início. Realmente”.
“O que quer dizer com estranha?”
“Tipo, não fale nada sobre bebês ou casamento. E não mencione Ben, ou nenhum de meus ex. Ou minha mãe. Por Deus, não diga nada sobre as maluquices da minha mãe”.
Jayne riu. “Você gosta mesmo dele, não é? Não lhe via tão nervosa assim há muito tempo”.
Emily estremeceu. “Na verdade, sim, gosto. Acho que estou apaixonada”.
“De-jeito-nenhum!” Jayne exclamou, o volume de sua voz aumentando mil vezes. “Está apaixonada?”
Nesse exato momento, Daniel entrou na sala. Emily ficou petrificada e os olhos de Jayne se arregalaram, com o choque. Ela apertou os lábios.
“Oops”, falou, alto, olhando de um rosto mortificado para o outro. “Então, Daniel”, Jayne acrescentou, quebrando o iceberg de tensão que havia tomado conta da sala, “fale-me sobre você”.
Daniel olhou de Emily para Jayne e engoliu em seco. “Humm, na verdade, acho que deixarei isso para as duas damas. Preciso passear com os cães”. E saiu apressado da sala.
Emily suspirou, sentindo-se murchar. Magoava-lhe ver que Daniel estava tão sem graça sobre o fato dela estar apaixonada por ele. Virou-se para Jayne.
“Podemos sair um pouco? Poderia lhe mostrar Sunset Harbor. Você nunca esteve aqui e foi aqui que passei a maior parte dos meus verões quando criança, então, seria legal mostrar-lhe os principais pontos”.
“Flor, diga-me de qual sapato eu preciso e estou dentro. Estamos falando de botas de trilha? Ou de tênis de corrida?”
Com certeza, Jayne havia trazido todo tipo de sapato possível com ela.
“Na verdade, sabe, não corro desde que saí de Nova York”, Emily disse. “Podia ser divertido fazer isso. Está um dia lindo demais para desperdiçar no carro, e certamente poderíamos ver mais coisas a pé. Podemos ir pelo calçadão à beira-mar”.
“Parece ótimo”, Jayne disse. “Recebi tantas ligações ontem depois que terminei de falar com você que tive que parar nos 32 quilômetros. Seria bom fazer uma corrida de verdade”.
Emily engoliu em seco. Uma corrida de verdade, para ela, nunca passou dos oito quilômetros. No momento, após seis meses de preguiça, ficaria feliz em conseguir apenas três.
“Só vou me trocar”, ela disse.
Subiu as escadas correndo, deixando a pousada à mercê de Jayne. Quando chegou no quarto, encontrou Daniel deitado na cama, olhando para o teto.
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