Arthur Clarke - O jardim de Rama
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- Название:O jardim de Rama
- Автор:
- Издательство:Nova Fronteira
- Жанр:
- Год:1991
- ISBN:ISBN 85-209-0584-6
- Рейтинг книги:4 / 5. Голосов: 1
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Há cinco horas uma série de acontecimentos extraordinários começou a ocorrer dentro de Rama. Estávamos sentados juntos, naquele momento, comendo nossa refeição noturna de carne assada, batatas e salada (como tentativa de nos convencermos de que o que estamos comendo é delicioso, temos nomes em código para cada uma das combinações químicas que obtemos dos ramaianos — sendo o nome em código aproximadamente derivado da espécie de nutrição ali oferecida, de modo que “carne assada” é rica em proteínas, “batatas” são basicamente carboidratos etc.) quando ouvimos um apito puro e distante. Todos nós paramos de comer e os dois homens se cobriram de roupas para subir à superfície. Quando o apito persistiu, eu agarrei Simone e minhas roupas pesadas, enrolei o bebê em inúmeros cobertores, e segui Richard e Michael para o frio lá fora.
O apito ficava muito mais forte na superfície. Estávamos bastante certos de que vinha do sul, mas como estava escuro em Rama, relutávamos em sair andando para longe de nossa toca. Após alguns minutos, no entanto, começamos a ver manchas de luz refletidas na superfície espelhada dos arranha-céus circundantes, e não foi mais possível conter nossa curiosidade. Com muito cuidado, nos arrastamos na direção da margem sul da ilha, onde não haveria prédios entre nós e os imponentes chifres da Concavidade Sul de Rama.
Quando chegamos às margens do Mar Cilíndrico, um show espetacular de luzes estava acontecendo. Arcos de luzes multicoloridas voando para todo lado e iluminando as gigantescas espiras da Concavidade Sul continuaram, a aparecer por mais de uma hora. Até a pequena Simone ficou hipnotizada pelas longas réstias de amarelo, azul e vermelho que pulavam entre as espiras criando desenhos de arco-íris no escuro. Quando o espetáculo acabou repentinamente, acendemos nossas lanternas de mão e nos dirigimos de volta para a toca.
Após alguns minutos de caminhada, nossa conversa animada foi interrompida por um guincho longo e distante, sem sombra de dúvida o som de uma das imensas aves que ajudaram a mim e a Richard a fugir de Nova York no ano passado. De súbito, paramos e ficamos ouvindo. Já que não havíamos ouvido ou visto qualquer ave desde que voltamos a Nova York para avisar aos ramaianos sobre os mísseis nucleares que se aproximavam, Richard e eu ficamos muito excitados. Richard fora à sua toca algumas vezes, porém jamais obtivera resposta a seus gritos ao longo do grande corredor vertical. Havia apenas um mês Richard dissera que pensava que as aves haviam abandonado Nova York de vez — mas o guincho desta noite indicava que ao menos um de nossos amigos ainda estava por ali.
Em poucos segundos, antes que tivéssemos tempo de debater se deveríamos ou não seguir em direção ao guincho, ouvimos um outro som, também familiar, alto demais para deixar qualquer um de nós sentir-se confortável.
Felizmente, os pêlos que se arrastavam não estavam entre nós e nossa toca. Eu pus o braço em torno de Simone e disparei para casa, por duas vezes quase batendo de encontro a prédios, em minha corrida, em razão da pressa no escuro.
Michael foi o último a chegar. A essa altura eu já abrira tanto a tampa quanto a grade. “São várias delas”, disse Richard arfando, à medida que o ruído das octoaranhas, cada vez mais forte, nos cercava. Ele dirigiu o raio da lanterna para o caminho que ia de nossa toca para o leste, e vimos dois objetos grandes e escuros movendo-se em nossa direção.
Normalmente vamos dormir umas duas ou três horas após o jantar, mas esta noite foi um caso excepcional. O espetáculo das luzes, o grito da ave e o quase encontro com as octoaranhas haviam estimulado a energia de todos nós.
Ficamos falando e falando, com Richard convencido de que algo de realmente importante estava a ponto de acontecer. Lembrou-nos que a manobra do impacto da Terra realizada por Rama também fora precedida de um pequeno espetáculo luminoso na Concavidade Sul. Naquele momento, lembrou-se, houvera consenso entre todos os cosmonautas da Newton de que toda aquela demonstração servia como anúncio ou, talvez, como alguma espécie de sinal de alerta. Qual seria, indagava-se Richard, o significado da apresentação esplendorosa desta noite?
Para Michael, que não estivera dentro de Rama por qualquer período mais longo de tempo antes de sua passagem próximo à Terra, e jamais tivera qualquer contato com as aves ou as octoaranhas, os acontecimentos desta noite ganharam vasta proporção. A fugidia visão que tivera daquelas criaturas tentaculares vindo em nossa direção pelo caminho deu-lhe alguma medida do terror que Richard e eu sentíramos quando corríamos por aqueles bizarros espetos acima, no ano passado, fugindo da toca das octoaranhas.
“Serão as octoaranhas os ramaianos?” perguntou Michael esta noite. “Se forem”, continuou,”por que razão haveríamos de fugir delas? Sua tecnologia avançou tão mais além da nossa que podem fazer conosco o que bem entenderem.”
“As octoaranhas são passageiras neste veículo”, respondeu Richard, depressa, “exatamente como nós. As aves também. As octos pensam que nós podemos ser os ramaianos, mas não têm certeza. As aves são um enigma. Por certo não podem ser uma espécie que viaje pelo espaço. Como será que chegaram à nave? Serão elas parte, talvez, do ecossistema ramaiano original?”
Instintivamente, eu apertava Simone contra meu corpo. Tantas perguntas.
Tão poucas respostas. A lembrança do pobre dr. Takagishi, empalhado como um grande peixe ou tigre, posto de pé no museu das octoaranhas atravessou-me a mente e deu-me arrepios. “Se somos passageiros”, disse eu, falando baixo, “então para onde estamos indo?”
Richard suspirou. “Andei fazendo umas computações”, disse. “E os resultados não são muito encorajadores. Mesmo que estejamos viajando muito rapidamente em relação ao Sol, nossa velocidade é mínima quando o sistema de referência é nosso próprio grupo de estrelas. Se nossa trajetória não mudar, sairemos do sistema solar na direção geral da estrela Barnard. Atingiremos o sistema Barnard dentro de vários milhares de anos.”
Simone começou a chorar. Era tarde e ela estava muito cansada. Escuseime e fui até o quarto de Michael para amamentá-la enquanto os homens observavam os outputs dos sensores na tela negra, a fim de ver se conseguiam determinar o que poderia estar acontecendo. Simone mamou agitada, chegando mesmo a machucar-me o seio uma vez. Sua inquietação era muitíssimo inusitada. Normalmente é uma criança muito suave. “Está sentindo o nosso medo, não é?”, disse eu a ela. Li em algum lugar que os bebês podem sentir as emoções dos adultos que os cercam. Talvez seja verdade.
Eu não conseguia descansar, nem mesmo depois de Simone já estar dormindo confortavelmente sobre seu cobertor no chão. Meus sentidos de premonição estavam me avisando que os acontecimentos da noite sinalizavam uma transição para nova fase de nossa vida a bordo de Rama. Não me encorajara muito o cálculo de Richard de que Rama poderia navegar pelo vácuo interestelar por mais de mil anos. Tentei imaginar nossas condições atuais para o resto de minha vida, mas minha mente refugou. Seria uma existência entediante para Simone. Descobri-me a formular uma prece a Deus, ou aos ramaianos, ou sei lá quem que tivesse poder para alterar o futuro. Minha oração era simples. Pedia que as mudanças a ponto de acontecer pudessem de algum modo enriquecer a vida futura da minha filhinha.
28 DE MAIO DE 2201
Novamente, esta noite, houve um apito prolongado seguido por espetacular demonstração de luzes na Concavidade Sul de Rama. Não fui ver. Fiquei na toca com Simone, porém Michael e Richard não encontraram nenhum dos outros ocupantes de Nova York. Richard disse que o espetáculo teve aproximadamente a mesma duração que o primeiro, mas que as exibições em si foram consideravelmente diferentes. A impressão de Michael foi a de que a única mudança significativa no espetáculo estivera nas cores. Em sua opinião, a cor dominante de hoje fora o azul, enquanto que há dois dias fora o amarelo.
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