Riley reparou que Lucy estava prestes a objetar, por isso impediu-a de o fazer com um gesto silencioso. Era inteligente da parte de Lucy querer falar com a família imediatamente. Mas Riley também tinha a consciência que não convinha fazer ondas com a polícia local, sobretudo se pareciam tão competentes como Alford e a sua equipa.
“Compreendo,” Disse Riley. “Deixemos então para amanhã de manhã. E a família da primeira vítima?”
“Penso que ainda haverá parentes em Eubanks,” Disse Alford. “Vou confirmar. Mas não apressemos nada porque o assassino também não está com pressa. O último crime foi há cinco anos e não é provável que ataque novamente em breve. Vamos fazer as coisas com tempo para as fazermos bem feitas.”
Alford levantou-se.
“É melhor preparar-me para a conferência de imprensa,” Disse. “Vocês querem estar presentes? Têm algum tipo de declaração a fazer?”
Riley refletiu por uns segundos.
“Não, não me parece,” Disse. “É melhor o FBI manter-se na sombra para já. Não queremos que o assassino pense que está a ter muita publicidade. É mais provável que se mostre se pensar que não lhe estão a dar a devida atenção. Neste momento, é melhor ser o chefe a dar a cara.”
“Nesse caso, podem instalar-se,” Disse Alford. “Reservei dois quartos num B&B local para vocês. Também têm um carro à vossa disposição à porta.”
Entregou a Riley o formulário de reserva e as chaves do carro. Ela e Lucy saíram da esquadra.
*
Mais tarde nessa noite, Riley sentou-se à janela contemplando a rua principal de Reedsport. A noite já tinha caído e as luzes começavam a acender-se. O ar da noite estava quente e agradável, e reinava a tranquilidade, sem jornalistas à vista.
Alford tinha reservado para Riley e Lucy dois adoráveis quartos no segundo andar do B&B. As proprietárias tinham servido um jantar delicioso. Depois, Riley e Lucy passaram cerca de uma hora na sala principal do piso térreo a delinear planos para o dia seguinte.
Reedsport era realmente uma cidade pitoresca e encantadora. Noutras circunstâncias, seria um lugar muito agradável para passar umas férias. Mas agora Riley pusera de lado o crime da noite anterior e centrava a sua atenção em preocupações mais familiares.
Só agora pensara em Peterson. Ele andava lá fora e ela sabia-o, mas ninguém acreditava nessa possibilidade. Fora sensato da parte dela deixar as coisas daquela forma? Devia ter sido mais persuasiva na tentativa de convencer alguém?
Arrepiava-a pensar que dois assassinos – Peterson e quem quer que tivesse morto aquelas duas mulheres – estavam naquele preciso momento a tratar das suas vidas à vontade. Quantos mais estavam à solta, algures no estado, algures no país? Porque é que a nossa sociedade estava maculada por estes hediondos seres humanos?
O que poderiam estar a fazer? Estariam a conspirar isolados algures ou estariam confortavelmente na companhia dos amigos e da família – pessoas inocentes que não faziam ideia do mal que acolhiam no seu âmago?
Riley não tinha forma de o saber. Mas o seu trabalho era descobrir.
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