Essa foi a cena que Dean presenciou quando saiu do chuveiro. Franziu a testa ao ver Kriss ali de pé, removendo um caco de vidro da palma da mão. Bater a porta atrás de si fez com que o outro Fallen se esquivasse e seus olhares se encontraram no reflexo da janela. Não estava com disposição para ver seu amante lamentar pela paixão de infância de novo. Uma vez era mais que suficiente.
Kriss respirou fundo, tentando aliviar a dor no peito. — Nunca pensei que fosse vê-lo novamente, Dean. Na verdade, uma parte de mim tinha esperanças dele já ter me perdoado. Somente estava tentando salvar sua vida.
— Ele era mortal, Kriss. Você fez muito mais do que simplesmente salvar sua vida e sabe disso — disse Dean apaticamente. — Por sua causa, agora ele pode experimentar a dor da morte pela eternidade e ressuscitar para se queixar disso. A mente humana é limitada. É por isso que a longevidade deles foi feita para ser curta.
— Eu sei — rosnou Kriss. — Você nunca hesitou em me lembrar disso. Tomei uma decisão egoísta, mas estava completamente sozinho num mundo onde demônios vagueavam livremente, e não pensei que você fosse voltar. Você esteve longe por tanto tempo que eu temia que os demônios o tivessem matado... Não quero perdê-lo também.
Dean suspirou e tentou manter o humor sob controle. — Você descobriria no instante em que algo acontecesse comigo, então seu medo foi por nada.
— Eu era uma criança, Dean — Kriss replicou. — Tudo o que eu queria era alguém que cuidasse de mim e que me deixasse cuidar dele em troca.
— Você é tão chorão — Dean troçou, bem ciente de que o príncipe adolescente havia se apaixonado pelo cavaleiro durante a sua ausência. Esse pequeno fato foi uma pílula difícil de engolir enquanto observava Kriss lamentar a perda de seu amor. Cerrou os dentes, imaginando se Kriss ficaria obcecado de novo por sua paixão de infância.
Kriss arremessou a garrafa de Heat pela sala, fazendo Dean inclinar um pouco para o lado, para que não fosse atingido. — Vá se ferrar, Dean.
Dean endireitou os ombros: — Eis o meu príncipe malcriado, em toda sua glória mimada.
Sem mais palavras, Kriss se jogou em Dean com o punho recuado, pronto para acertar em cheio o rosto do outro Fallen .
Dean estava pronto para o ataque e agarrou o pulso fechado de Kriss com uma mão e a camisa dele com a outra. Com pouco esforço, Dean aproveitou o ímpeto da raiva de Kriss e fez os dois rodopiarem, abatendo o príncipe Fallen contra o chão. Alguns botões pularam pelo assoalho, abrindo a camisa de Kriss.
— Quer fazer uma nova tentativa contra mim? — Dean exigiu, com um olhar duro. — Aguento a noite toda.
Kriss afundou-se no chão como que desistindo, e então repentinamente meteu o punho no rosto de Dean, fazendo a cabeça do outro Fallen estalar para o lado.
— É claro que você não entenderia — Kriss gritou enquanto chutava Dean no estômago por prazer. — Você nunca ligou se eu estava sozinho ou não. Provou isso ao sair de fininho para cometer suicídio, quando... ainda ontem? Se a ambrósia funcionou nos Fallen , eu a teria enfiado abaixo da sua goela egoísta e não me arrependeria de te matar.
Dean caiu de pé e escorregou para trás por causa da força do chute. Quer dizer que Kriss ainda estava bravo com ele, sim? Ou ele só estava esfregando isso na sua cara, agora que o ex-namorado tinha regressado? Seus ciúmes rapidamente surgiram com esse pensamento.
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