Patrizia Barrera - Yellow Peril - Aquela Horrível Cara Amarela

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Dois eventos trágicos, o massacre de Los Angeles em 1871 e o tráfico das pequenas escravas, que resumem a difícil relação entre os Estados Unidos e a China nos anos entre 1820 e 1945. Um livro de críticas espirituosas e inteligentes que expõe verdades ocultas com um estilo simples e eficaz.

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Bilderrain e seus companheiros foram ao Negro Alley naquela noite para roubar o ouro de Yuen, um "favor" pedido pelo próprio Hing a fim de acertar as contas com o canalha do Yuen. A aliança e proteção de Hing, no entanto, não foram suficientes para salvar Bilderrain dos tiros dos capangas de Yuen que guardavam o beco. É preciso dizer que Bilderrain não era um xerife oficial, mas um dos muitos vigilantes autorizados pela própria polícia a "manter a ordem" no gueto. Por isso, as autoridades fechavam os olhos para os acordos privados entre os vigilantes e a máfia chinesa. Mais ainda quando tratavam-se de promover o tráfico clandestino ou assassinatos privados. Por outro lado, a polícia recebia grande parte dos lucros e controlava todos os eventos programados, graças a uma densa rede de informantes. Sendo assim, a polícia também havia sido informada das intenções dos vigilantes naquela noite. Sua única tarefa era observar, deixar acontecer e, se necessário, liberar o local de quaisquer obstáculos. O próprio marechal Frances Baker, chefe da polícia de Los Angeles, tinha acordos pessoais com a máfia. Sua especialidade era a recuperação de escravas chinesas que, às vezes, conseguiam escapar e tentavam embarcar clandestinamente rumo à Europa. As recompensas pelo ato heroico de resgate das mulheres pobres, legalmente acusadas de furto, eram muito altas. Assim, a ganância amarrou com um nó duplo a polícia a uma ou outra das gangues rivais, geralmente a que pagasse mais.

Com base nas declarações subsequentes de Yuen, que havia escapado do massacre, Bilderrain estava mesmo na companhia de Hing naquela noite e, por causa disso, abriram fogo contra ele. Em retrospecto, há de se acreditar nele. As duas facções da máfia viram-se então diante de um acerto de contas e a única tarefa da polícia era permanecer neutra.

Para isso, foram postos à espreita dois velhos conhecidos de Los Angeles. Policiais heroicos que já haviam se destacado em ações perigosas durante os distúrbios mexicanos, como a captura e o assassinato do bandido Tiburcio Vásquez. Chamavam-se Emil Harris e George Garde. A tarefa deles era ficar à vista sem se intrometer, aconteça o que acontecesse. Diante da multidão enfurecida, não só não levantaram um dedo, como ameaçaram aqueles que tentaram fazer algo para impedir os linchamentos, conforme testemunhos confiáveis. No entanto, eles nunca sentaram no banco de réus e mais tarde foram promovidos aos cargos mais altos da polícia.

Sabe-se que Thompson foi morto a tiros quase imediatamente. Um evento frequente e nada surpreendente em Chinatown, onde, na semana anterior ao massacre, foram registradas 44 vítimas nos becos, incluindo quatro policiais. Robert Thompson não era nenhum santo. Pelo contrário, a maioria o conhecia como um tratante, vigarista e agiota, bem como o dono do infame salão Blue Wings, cujo imperativo era sexo e drogas. Então O QUÊ desencadeou a ira de 500 pessoas naquela noite? Uma loucura que permitiu ao povo torturar, matar e mutilar a sangue frio dezenove pobres chineses capturados aleatoriamente, além de saquear, demolir e queimar grande parte do Negro Alley diante dos olhos da polícia e da cidade de Los Angeles? O que é surpreendente naquela noite não é apenas o eco de um homicídio cometido à luz do dia, mas também a extrema velocidade com que a multidão se organizou e como um só homem invadiu o bairro e a dividiu em grupos, cada um com uma tarefa específica. Saltou imediatamente aos olhos do mundo o fato de o massacre ter sido um evento premeditado em que várias figuras ilustres da cidade, bem como políticos proeminentes, haviam admitido por conta própria estarem envolvidos. Vamos a alguns nomes. A começar por H.M. Mitchell, repórter do Star, antigo xerife do condado e que depois se juntou à riquíssima família Glassel. Em suma, diz-se que ele havia se tornado líder do Partido Democrata também graças ao seu artigo sobre o massacre, o qual justificava ressaltando que a cidade era "vítima dos chineses e da ilegalidade".

E o que dizer do rico comerciante J.H. Weldon? Que logo após o episódio, foi beber em um bar local com a camisa ensanguentada e gritando de alegria: "Tô feliz! Esta noite matei três chineses”! Harris Newmark, um dos maiores e mais afortunados empresários de Los Angeles, confessou abertamente que viu Thompson no chão e foi para casa festejar. O QUÊ, ninguém sabe. Porém, o empresário não parecia alheio aos fatos. Principalmente quando foi descoberto durante o julgamento que ele tinha relações próximas com os policiais Celis e Kerren, por sua vez suspeitos de terem atirado em Thompson ou o jogado no beco onde sabia-se que os mafiosos estavam escondidos. E o que pensar do chefe de polícia Francis Baker? Afirmou no julgamento que em todo aquele alvoroço de gritos, torturas e incêndios, "naquela noite, depois de ter rodeado o edifício Coronel, onde os mafiosos haviam se refugiado, foi se deitar", deixando a cidade à mercê da multidão.

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A verdade dos fatos, os documentos processuais e toda a documentação de um julgamento simulado que mostrou a alma podre de uma cidade inteira só vieram à tona graças ao árduo trabalho de John Johnson Jr., que, 140 anos após o massacre, conseguiu obter acesso à famosa biblioteca de Hungtington.

Os dados mostram inequivocamente que a política, as instituições e os interesses privados estiveram na origem não só do massacre, mas também da crise econômica, do clima de desespero generalizado e do caos total no qual a Califórnia, e sobretudo a cidade de Los Angeles, havia mergulhado. Baseando-se em um substrato de racismo constitucional que privou os chineses de qualquer direito humano e de uma dimensão jurídica, foi fácil identificá-los como inimigos da comunidade e, consequentemente, manipular a opinião pública.

A VERDADE SOBRE O MASSACRE

Os antecedentes

Tudo começou em 1869 quando foi concluída a ferrovia transcontinental de Utah - фото 10

Tudo começou em 1869, quando foi concluída a ferrovia transcontinental de Utah, a Pacific Transcontinental, que estava no centro de um gigantesco plano de reconstrução do governo dos Estados Unidos para impulsionar a economia após o desastre da Guerra Civil.

As transcontinentais, ou seja, a união da costa do Pacífico com o Atlântico, significavam comércio, expansão e riqueza em um período em que as grandes ferrovias começavam a espalhar-se timidamente pela Europa. O setor empresarial norte-americano era, conforme seu histórico, gigantesco e muito respeitado e foi um modelo para o sistema capitalista que se espalhou a partir de então. É claro que para tal negócio era necessário investir rios de dinheiro e o governo contraiu uma enorme dívida pública, contando com o fato de que voltaria a poder gastar com a venda do ouro. Graças ao sistema New York Gold Exchange, que tinha a função não só de favorecer o mercado livre, mas também de controlar o preço do ouro e mantê-lo estável.

Isso atraiu um bando de especuladores, como James Fisk e Jay Gould e outros canalhas como eles, que manipularam o então presidente Ulysses Grant. Fizeram-no confiar a tarefa principal de comprar e vender o metal amarelo a um de seus comparsas, o tal general Daniel Butterfield, que se tornou então o tesoureiro-chefe dos Estados Unidos. Ele convenceu Grant de que era necessário que o governo comprasse o metal, que então deveria ser colocado de volta em circulação para que a economia permanecesse estável. No entanto, Butterfield não o vendeu, mas comprou-o em nome de Gould e Fisk, o que causou uma forte alta dos preços e uma inflação perigosa.

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