August Nemo - 7 melhores contos de Monteiro Lobato

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Na coleção Sete Melhores Contos o crítico August Nemo apresenta autores que fazem parte da história da literatura em língua portuguesa.
Neste volume temos Monteiro Lobato, que foi contista, ensaísta e tradutor. É bastante conhecido entre as crianças, pois se dedicou a um estilo de escrita com linguagem simples onde realidade e fantasia estão lado a lado. Pode-se dizer que ele foi o precursor da literatura infantil no Brasil. Fora os livros infantis, escreveu outras obras literárias, tais como O Choque das Raças, Urupês, A Barca de Gleyre e O Escândalo do Petróleo. Neste último livro, demonstra todo seu nacionalismo, posicionando-se totalmente favorável a exploração do petróleo, no Brasil, apenas por empresas brasileiras.
Não deixe de conferir os demais volumes desta série!
Os contos presentes nessa obra são:
– Negrinha.
– O Colocador de Pronomes.
– O Drama da Geada.
– O Jardineiro Timóteo.
– O Casamento da Emília.
– As Fitas da Vida.
– O Bugio Moqueado.

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Optima a D. Ignacia. Mas não admittia chôro de criança. Ai ! punha-lhe os nervos em carne viva. Viuva sem filhos, não a callejara o chôro da carne da sua carne, e por isso não supportava o chôro da carne da carne escrava. Assim, mal vagia. longe, na cozinha, a triste criança, gritava logo, nervosa:

— Quem é a peste que está chorando ahi ?

Quem havia de ser ? A pia de lavar pratos ? O pilão? A mãe da criminosa abafava-lhe a boquinha e corria com ella para o fundo do quintal, torcendo-lhe em caminho beliscões desesperados:

— Cala a bocca, peste do diabo !

No emtanto o chôro nunca lhe vinha sem razão. Fome, quasi sempre, ou frio, desses que entanguem pés e mãos e fazem-nos doer, doer...

Assim cresceu Negrinha — magra, atrophiada, com olhos eternamente assustados. Orphã aos quatro annos, ficou para alli, feita um gato sem dono, levada a ponta-pés. Não comprehendia a idéa dos grandes. Batiam-lhe sempre, por acção ou omissão. A mesma coisa, o mesmo acto, a mesma palavra provocava, ora risadas, ora castigos. Aprendeu a andar, mas não andava, quasi. Com pretexto de que ás soltas reinaria no quintal, estragando as plantas, a boa senhora punha-a na sala, ao pé de si, num desvão de porta.

— Sentadinha ahi, e bico, hein ?

Negrinha immobilizava-se no canto horas e horas.

— Braços cruzados, já, diabo !

Cruzava os bracinhos, a tremer, sempre com o susto nos olhos. E o tempo corria. O relogio batia uma, duas, tres, quatro, cinco horas—um cuco tão engraçadinho! Era seu divertimento vel-o abrir a janella e cantar as horas com a boccarra vermelha, arrufando as azas. Sorria-se, então, feliz, um momento.

Puzeram-na depois a fazer crochê, e as horas se lhe iam a espichar trancinhas sem fim.

Que idéa faria de si essa criança, que nunca ouvira uma palavra de carinho ? Pestinha, diabo, coruja, barata descascada, bruxa, pata choca, pinto gorado, mosca morta, sujeira, bisca, trapo, cachorrinha. coisa ruim, lixo—não tinha conta o numero de appellidos com que a mimoseavam. Tempos houve em que foi—bubonica. A epidemia andava na bérra, como novidade, e Negrinha viu-se logo appellidada assim — por signal que achou linda a palavra. Perceberam-no e supprimiram-na da lista. Estava escripto que não teria um só gostinho na vida, nem esse de personalizar a peste...

O corpo de Negrinha era tatuado de signaes roxos, cicatrizes, vergões. Batiam, nelle, os da casa, todos os dias, houvesse ou não motivos. A sua pobre carne exercia para os cascudos, cocres e beliscões a mesma attracção que o iman exerce para o aço.

Mão em cujos nós de dedos comichasse um cocre, era mão que se descarregaria dos fluidos em sua cabeça, de passagem. Coisa de rir, e vêr a careta...

A excellente Dona Ignacia era mestra na arte de judiar de crianças. Vinha da escravidão, fôra senhora de escravos — e daquellas ferozes, amigas de ouvir cantar o bolo e estalar o bacalháo. Nunca se affizera ao regimen novo—essa indecencia de negro egual a branco, e qualquer coisinha : a policia !

"Qualquer coisinha": uma mucama assada ao forno porque se engraçou della o senhor; uma novena de relho porque disse: — "Como é ruim, a Sinhá !"

O 13 de Maiotirou-lhe das mãos o azorrague mas não lhe tirou da alma a gana. Conservava, pois, Negrinha em casa como remedio para os frenesis. Simples derivativo.

— Ai ! Como allivia a gente uma roda de cores bem fincados!...

Tinha de contentar-se com isso, judiaria miúda, os nickeis da crueldade: — cocres, mão fechada com raiva e nós de dedos que cantam no côco do paciente. Puxões de orelha: o torcido, de despegar a concha (bom, bom, bom ! gostoso de dar !) e o a duas mãos, o sacudido. A gamma dos beliscões: do miudinho, com a ponta da unha, ao torcidão do umbigo, succulento, equivalente ao puxão de orelha. A esfregadela: roda de tapas, cascudos, ponta-pés e safanões á uma — divertidissimo! A vara de marmello, flexivel, cortante: para doer fino, nada melhor !

Era pouco, mas antes isso do que nada. Lá de vez em quando vinha um castigo maior para desobstruir o figado, e matar saudades do bom tempo. Foi assim com aquella historia do ovo quente.

Não sabem ? Ora ! Uma criada nova furtára do prato de Negrinha — coisa de rir — um pedacinho de carne que ella guardava para o fim. A criança não sofreou a revolta e atirou-lhe um dos nomes com que a mimoseavam todos os dias.

— Peste ? Espere ahi ! Você vae vêr quem é peste.

E foi contar o caso á patrôa.

D. Ignacia estava azeda, e necessitadissima de um derivativo. Sua cara illuminou-se.

— Eu curo ella ! disse desentalando as banhas do throno e indo para a cozinha, qual uma perúa choca, a rufar as saias.

— Traga um ovo !

Veiu o ovo. D. Ignacia mesma pol-o na chaleira d'agua a ferver e, de mãos á cinta, gosando-se na prelibação da tortura, ficou de pé uns minutos, á espera. Seus olhos contentes envolviam a misera criança que, encolhidinha a um canto, tremula, olhar esgazeado, aguardava alguma coisa de nunca visto. Quando o ovo chegou a ponto a boa senhora exclamou :

— Venha cá !

Negrinha approximou-se.

— Abra a bocca !

Negrinha abiu a bocca, como o cuco, e fechou os olhos. A patrôa, então, tirou da agua "pulando" o ovo, com uma colher, e zás ! na bocca da pequena. E antes que o urro de dôr saisse, pratica que era D. Ignacia nesse castigo, suas mãos amordaçaram-na até que o ovo arrefecesse. Negrinha urrou surdamente, pelo nariz — esperneou , mas só. Nem os vizinhos chegaram a perceber aquillo. Depois:

— Diga nomes feios aos mais velhos outra vez, ouviu, peste?

E voltou, contente da vida, para o throno, a virtuosa dama, afim de receber o vigario que chegava.

— Ah, monsenhor! Não se póde ser boa nesta vida... Estou criando aquella pobre orphã, filha da Cezaria; mas que trabalheira me dá !

— A caridade é a mais bella das virtudes ! exclamou o padre.

— Sim, mas cança...

— Quem dá aos pobres empresta a Deus !

A virtuosa senhora suspirou piedosamente:

— Inda é o que vale...

Certo dezembro vieram passar as férias com Santa Ignacia duas sobrinhas suas, pequenotas, lindas meninas louras, ricas, nascidas e criadas em ninho de plumas.

Negrinha, do seu canto, na sala do throno, viu-as irromper pela casa a dentro como dois anjos do céo — alegres, pulando e rindo numa vivacidade de cachorrinhos novos. Negrinha olhou immediatamente para a senhora, certa de vel-a armada para desferir sobre os anjos invasores o raio dum castigo tremendo.

Mas abriu a bocca: ella ria-se tambem... Quê? Pois não era um crime brincar? Estaria tudo mudado — e findo o seu inferno — e aberto o céo?

No enlevo da doce illusão, Negrinha levantou-se e veiu para a festa infantil, fascinada pela alegria dos anjos.

Mas logo a dura lição da desegualdade humana chicoteou su'alma. Beliscão no umbigo, e nos ouvidos o som cruel de todos os dias:

— Já, para o seu logar, pestinha ! Não se enxerga ?

Com lagrimas dolorosas, menos de dôr physica que de angustia moral — soffrimento novo que se vinha sommar aos já conhecidos, a triste criança encorujou-se no cantinho de sempre

— Quem é, titia ? perguntou uma das meninas, curiosa.

— Quem ha de ser? disse a tia num suspiro de victima — uma caridade minha. Não me corrijo, vivo criando essas podres de Deus... Uma orphã... Mas brinquem, filhinhas, a casa é grande, brinquem por ahi a fóra.

"Brinquem !" Brincar ! Como seria bom brincar ! reflectiu com suas lagrimas, no canto, a dolorosa martyrezinha que até alli só brincára, em imaginação, com o cuco.

Chegaram as malas e logo,

— Meus brinquedos ! reclamaram as duas meninas.

Uma criada abriu as malas e tirou-os fóra.

Que maravilha ! Um cavallo de rodas !... Negrinha arregalava os olhos. Nunca imaginára coisa assim, tão galante. Um cavallinho ! E mais... Agora... Que era aquillo? Uma criancinha de cabellos amarellos... que fala "papá"... que dorme...

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