Gostaria igualmente de salientar que o que é lido neste livro não tem origem na Internet, nem em França, nem em lado nenhum. Os termos que eu uso foram os usados pela orientação que me acompanhou e por mim. Por favor, não procurem comparar com os termos usados em outros lados. As palavras usadas são explicadas e pormenorizadas neste livro.
Uma nova dimensão de amor
O que é o Amor?
O Amor é um grande mistério da vida, ocupando um lugar importante no centro da nossa existência. Gera preocupações e dúvidas no homem, porque o Amor é complexo e varia com o passar do tempo e de acordo com a cultura.
O Amor está no centro das nossas vidas, relações e questões. Está presente de diversas maneiras, de todas as formas. Não vou dar definições preexistentes de Amor, nem tentar analisar todas as pesquisas e hipóteses formuladas sobre o assunto.
Antes convido a descobrir o que o universo me ensinou sobre o Amor ao longo da minha jornada, nesta missão.
Claro que não alego ser a detentora da Verdade, nem alego possuir a total compreensão sobre o assunto.
Sou uma mulher em busca da essência e partilho com vocês as descobertas que consegui fazer ao longo desta jornada pessoal e com a minha Chama Gémea.
» Dois aspetos do Amor
1) A nossa visão de Amor
Para abordar o que é o Amor, penso que é antes de mais necessário destrinçar e ganhar consciência da informação essencial. Este ponto é importante, pois não possuímos a mesma visão do Amor, nem as mesmas expetativas.
Sugiro um pequeno exercício.
Coloquem-se estas questões:
O que significa para mim o Amor?
Qual é a minha definição pessoal de Amor?
Qual a minha perceção de Amor em relação a mim, aos outros, ao casal?
Como é que reconheço concretamente o Amor?
Que significado tem um ato de Amor para mim na minha relação, por exemplo?
O que me faz sentir “amada” pelo outro?
O que não me faz sentir “amada” pelo outro?
Podem fazer este exercício para ajudar a se conhecerem melhor e a consciencializarem o que é o Amor para vocês. Podemos ir muito mais longe nas questões para explorarmos mais, mas é apenas uma introdução.
Se fizermos estas perguntas a diversas pessoas, verificamos que as respostas são específicas a cada uma delas e muito diferentes entre si, o que é completamente normal, pois não possuímos a mesma visão do que é o Amor ou a mesma relação com a noção de Amor.
Numa relação conjugal, as pessoas que não partilhem a mesma visão e as mesmas expetativas relativamente ao Amor terão mais dificuldades em encontrar equilíbrio na relação.
A nossa visão de amor enquanto seres humanos está limitada e condicionada por vários tipos de filtros.
A nossa perceção do que é o Amor varia consoante a época, a sociedade em que vivemos, a educação, a cultura, a religião, a consciência coletiva...
O nosso relacionamento com o Amor também está condicionado pelas nossas crenças, experiências, medos, limitações conscientes ou inconscientes, carências, traumas, necessidades, desejos...
Todos possuímos uma visão muito pessoal e a nossa forma de funcionar em relação ao Amor no sentido global do termo.
É como se cada um de nós estivesse a usar um par de óculos que modifica e delimita a nossa perceção da paisagem de acordo com os filtros internos e externos ligados ao Amor.
O que vemos e o que acreditamos ser não corresponde necessariamente o que realmente é.
Por um lado, existe a visão humana, limitada e adulterada, do que o Amor pode ser para nós e, por outro lado, do que o amor realmente É. Ou seja, o Amor como essência divina em estado puro.
Embora a nossa visão enquanto seres humanos possa ser delimitada e adulterada na sua perceção, tornar o Amor pequeno pode, por vezes, ser importante para compreender como o Amor é na realidade grande. É muito maior do que somos capazes de imaginar, acreditar e conceber com a nossa consciência e mente humana.
Dito isto, podemos, cada um à sua maneira e com a devida intenção, estabelecer uma ligação com o Amor em estado puro. O Amor que é a essência de todas as formas de vida e criação. O Amor que é Tudo. Está em todos os lugares e em todas as coisas. É infinito e ilimitado. É o que a minha orientação chama de “Fonte do Amor Absoluto”.
Quando encontrei a ligação com esta Fonte do Amor Absoluto, a minha vida transformou-se.
Então, lembrei-me que, durante a infância, eu possuía esta ligação natural com a Fonte, como certamente acontecia com outras crianças.
Também senti esta ligação com o Amor Absoluto quando estive perto da morte num acidente quando tinha cerca de 12 anos. Senti-me envolvida, amada, apoiada por uma vibração de Amor profundo. Não existem palavras para descrever o que experienciei e senti nesse momento. Esta experiência ficou gravada na minha memória. E, nesse momento, eu soube e tive a certeza de que este Amor Absoluto existia e que podíamos aceder a ele.
O Amor afeta-nos e toca-nos a todos.
Se observarmos a forma como funcionamos, a vida é com frequência uma espécie de “corrida pelo amor” que acontece inconscientemente.
O que quero dizer é que todos sentimos a sua falta, fazemos “pedidos de Amor” durante toda a vida. Ainda que essas necessidades e exigências não estejam ao nível da alma, parecem ser necessárias ao nível da pessoa. O Amor é essencial à vida. Nutre a nossa alma do mesmo modo que alimentos e água são essenciais à vida e nutrem o nosso corpo.
Por isso, corremos atrás do Amor para satisfazer as nossas necessidades.
» Amor pelo VAZIO e Amor pelo COMPLETO
Antes de mergulhar no tema das Chamas Gémeas, é importante compreender as noções e os processos “Amor pelo Vazio” e “Amor pelo Completo”.
Estas duas noções são uma chave para a compreensão que lhe é oferecida para que possa compreender o que está a acontecer interiormente a nível do Amor que atrai para si e que oferece ao outro e aos outros.
Muitas vezes, quando a pessoa ama alguém diz que está tudo bem e que encontrou o seu equilíbrio.
«Está tudo bem», o que significa? Significa que a outra pessoa lhe proporciona o que precisa e que, graças a isso, se sente preenchida.
Muitas vezes, para não dizer sistematicamente, procuramos consciente ou inconscientemente por aquilo que precisamos para nos sentirmos bem nos outros.
É como se houvesse um vazio em nós e fossemos à procura de alguma coisa na outra pessoa para o preencher.
Vou dar um exemplo para tornar isto mais claro para todos. Imaginem uma mulher que precisa de ser cuidada, porque precisa de se sentir amada e apreciada. Agora imaginem um homem que precisa de se sentir útil para uma mulher, porque desta forma ele sente que existe e é importante para ela. Esta mulher e este homem encontram-se e decidem viver como um casal.
Este homem irá cuidar desta mulher, alimentando assim a sua necessidade de se sentir útil e de existir para o outro. Em simultâneo, ao fazê-lo, estará a alimentar a necessidade desta mulher de ser amada e apreciada.
Vão-me dizer que é perfeito quando alguém encontra o seu equilíbrio desta forma, que se amam e que são felizes juntos.
Sim, pode parecer perfeito, enquanto ambos tiverem este vazio para o outro preencher. Mas o que acontece quando este vazio é preenchido de outra forma que não pelo outro? Acontece que a outra pessoa vai se sentir inútil e o equilíbrio da relação vai colapsar.
Na realidade, este equilíbrio é o que eu designo de “equilíbrio de desequilíbrios”. Significa que o equilíbrio não é justo, é apenas uma sucessão de desequilíbrios dos quais se tentam libertar. Ao mínimo movimento, tudo rui.
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