Amanda Mariel - Acredite No Amor

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Ela se atreverá a acreditar no amor ou somente o corpo estará em risco?
Lady Brooke Linwood nunca teria imaginado o que aconteceria depois de ter, literalmente, passado por cima do duque de Grafton. Agora, o belo duque não a deixará em paz, e a cada momento que passam juntos, a resolução de Brooke de resistir a ele afrouxa um pouco mais. Ela se atreverá a acreditar no amor ou somente o corpo estará em risco?
Drake ama lady Brooke desde a juventude e, há muito tempo, prometeu que iria procurá-la quando crescesse. Ele só não sabia que o pai deixaria a propriedade e as finanças em ruínas. Drake lutou para deixar tudo em ordem, e nunca deixou de sonhar com o dia em que poderia ir atrás de Brooke. Agora, dez longos anos depois, ele está em uma posição em que pode reivindicá-la. Mas ela o aceitará?
Será que um amor de infância negligenciado por anos pode ser reavivado?

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O coração dilatou quando encontrou o olhar de Drake. Com certeza o amor era risadas e diversão despreocupada? O amor tinha que ser duas pessoas que gostavam da companhia uma da outra. Um menino e uma menina que ouviam o que o outro dizia e que se preocupavam de verdade com o que o outro sentia. E um frio na barriga e a animação ao ver um ao outro.

Será que Drake sentia o mesmo frio na barriga que ela? Ele com certeza sorria quando ela se aproximava. E ele sempre tinha tempo para ela. Esperava que a barriga do rapaz ficasse fria por ela, principalmente agora que tinha se convencido de que ele era o dono de seu coração.

— Você parece um pássaro grande com seu vestido voando e a cabeça inclinada para trás — disse Drake. — Um belo cisne.

— Não pareço, não. — Brooke riu com mais vontade enquanto ele a girava para baixo e para cima em um arco, como se ela realmente estivesse voando. Ele a colocou novamente sobre os pés, as mãos segurando-a pela cintura para equilibrá-la enquanto lhe dava um sorriso travesso.

— O riso lhe cai bem.

— Então, eu devo me dedicar a sorrir mais vezes. — Brooke se virou e se afastou vários metros antes de olhar para trás e lançar um desafio. — Venha me pegar, se puder.

— Eu lhe alcançarei antes de que chegue ao cume. — Drake correu a toda velocidade.

— Jamais. — Ela correu, deixando uma trilha de risadas em seu rastro. As alfazemas roçavam seus tornozelos e calcanhares enquanto ela corria pela terra. O aroma era revigorante.

— Peguei você — Drake gritou um segundo antes de passar o braço ao redor da sua cintura.

Os joelhos de Brooke se curvaram e os dois caíram no chão quente. Ela riu e se deitou para olhar para as nuvens fofas e brancas que cruzavam o céu. Drake se acomodou ao seu lado, a cabeça nivelada com a de Brooke e o corpo apontando para outra direção, como se fossem dois dos raios da roda de uma carruagem, encontrando-se no centro.

Ela fechou os olhos e suspirou.

— Se você fosse um pássaro, para onde voaria?

— Para toda parte — respondeu Drake. — E você?

Brooke pensou por um momento, não muito certa sobre o que responder, pois já estava onde queria estar. Ela virou a cabeça para olhar para Drake.

— Eu o seguiria.

Ele virou o rosto para olhá-la nos olhos e sorriu.

— Teríamos as melhores aventuras. Eu a conduziria por todo o mundo, e veríamos todos os lugares sobre os quais as pessoas escrevem e falam. Seria muito divertido.

Brooke se sentou e puxou as pernas para o peito, abraçando os joelhos.

— Uma pena não sermos pássaros.

— É sim — concordou Drake. Ele colocou as mãos atrás da cabeça e cruzou os tornozelos. — Ainda assim, poderíamos viajar juntos algum dia.

— Concordo — disse Brooke, embora soubesse, em seu coração, que não iriam. Drake ia crescer e conhecer outra dama.

Ele se casaria, e viajaria, e teria uma família, e ela seria uma memória distante, isso se ele se lembrasse dela.

Drake virou de lado e apoiou a cabeça em uma das mãos.

— Vamos traçar planos para fazermos exatamente isso. Assim que crescermos, eu vou encontrar você. A Inglaterra não é assim tão grande, e eu vou ser um duque poderoso, afinal de contas. — Ele deu um sorriso pretensioso.

Brooke queria apontar o quanto era improvável que ele fosse sequer querer vir a ela, mas, em vez disso, decidiu se juntar àquela linha de raciocínio.

Que mal faria se se entregasse um pouco a uma fantasia inofensiva?

Sorriu para ele, a depressão ficou mais leve.

— Então, fugiremos e, juntos, veremos o mundo.

— Pode ter certeza. Começaremos pelo continente e quando ficarmos entediados, reservaremos passagens para outro lugar. — Drake bateu os dedos no chão. — Para onde você gostaria de ir?

Brooke fechou os olhos e os imaginou viajando para lugares próximos e distantes.

— Paris, para começar, e depois para o Egito.

Drake pegou a mão dela e a apertou de leve.

— Então, Paris será o nosso primeiro destino. Vou conduzi-la pela cidade. Conheceremos todos os pontos turísticos e comeremos toda comida francesa que quisermos. Você fará compras nas butiques mais exclusivas e adquirir a última moda antes de partimos para o Egito.

— Está ficando muito divertido. — Brooke retribuiu o aperto, envolvendo sua mão pequena em volta dos longos dedos e da enorme palma da mão dele. — Podemos ir a museus e explorar clubes e antros de jogatina e ir caçar. Fazer todas as coisas que um cavalheiro aventureiro faz.

Drake sorriu para ela, os olhos verdes da cor das folhas estavam cheios de animação enquanto ele se sentava.

— Faremos tudo juntos. Quero você a meu lado em cada uma dessas aventuras, Brooke. Quero que no futuro as coisas sejam do mesmo jeito que são agora.

— Eu também — respondeu ela, com toda a sinceridade do coração. — Mais do que imagina.

Drake levou a mão até a lateral do rosto dela, apoiando-a em sua bochecha.

— Eu vou beijar você.

Uma geleira invadiu o seu estômago enquanto ele se aproximava. Antes que ela pudesse dizer qualquer coisa, ele pressionou os lábios nos seus. Um toque suave de carne na carne que enviou o seu coração em um torvelinho e fez a sua cabeça viajar.

Foi a primeira provinha que teve do amor.

1

Londres, Inglaterra, 1814

Uma multidão enchia a Bond Street quando Brook saiu da modista. Suas amigas de longa data, Narissa, a duquesa de Blackmore, e Hannah, a marquesa de Ramsbury, seguiam-na pela calçada enquanto os lacaios carregavam as compras.

Narissa estava esperando o primeiro filho e por isso estava determinada a se misturar com a sociedade educada. O objetivo era ficar respeitável quando a gravidez começasse a se mostrar. Para isso, Brooke e Hannah foram junto com a duquesa para que ela comprasse vestidos e quinquilharias para o baile que ela e o marido, Seth, estavam dando.

— Espero que tenhamos bons resultados — disse Narissa.

Brooke olhou para Narissa e sacudiu a cabeça.

— Você se preocupa demais. — Sorriu para a amiga. — Está se esquecendo da sua posição. A ton virá aos montes só para dizer que estiveram no baile do duque e da duquesa de Blackmore.

— Ela está certa, sabe — adicionou Hannah. — Suas festas sempre são bem frequentadas.

Narissa suspirou e deu um tapinha na barriga.

— Fazê-los ir é fácil. É fazê-los nos ver como um casal respeitável é que me preocupa. Quero que este bebê seja aceito entre a sociedade educada.

— Vamos lá. — Brooke acenou, dispensado aquele disparate. — Você nunca deu importância para o que a sociedade pensa. Não comece a se preocupar demais agora.

— É claro que você está certa, mas, pelo meu filho, eu vou me curvar para qualquer matrona da ton . — Narissa afastou um cacho da bochecha. — Seth e eu planejamos conquistá-los, custe o que custar.

— Então vocês vão. — Sorriu Hannah.

Brooke se desviou de um grupo de crianças pulando pedras na calçada. Dois meninos e uma menina que pareciam ter cerca de seis ou sete anos de idade. Todos os três usavam roupas desbotadas e tinham manchas de sujeira no rosto. Ainda assim, estavam jubilosos enquanto brincavam.

Ela parou e levou a mão à bolsinha para pegar algumas moedas. Erguendo a mão para as crianças, ela disse:

— Tomem aqui e vão comprar alguma coisa gostosa.

Os olhos da menininha se arregalaram ao ver as moedas e um dos meninos as pegou da mão de Brooke.

— Obrigada, milady — disse a terceira criança.

Brooke sorriu e então se virou. Deu um passo ainda prestando atenção nas crianças e colidiu com algo duro.

— Oh! — Brooke perdeu o equilíbrio e tropeçou.

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